quarta-feira, 4 de setembro de 2013

ARTICULAR UM PROPÓSITO NACIONAL


PROPÓSITO DE LIDERANÇA

Se actualmente for um líder mantenha esta frase como está, se não for, altere a palavra "Líderança" ou pode até eliminá-la para se focar no propósito. Isto é a essência daquilo que é mais importante e significativo. 

 Qual é o meu propósito enquanto líder? Qual é o meu nível de coragem? 

Experimente escrever um parágrafo ou dois com o seu propósito pessoal e profissional; apenas tem de fazer sentido para si. Articular o seu propósito pode ajudá-lo a obter mais satisfação no seu trabalho, o que é interdependente de uma elevada performance. 

Quanto mais sentido encontrar no seu trabalho, mais lutará para que a sua performance atinja o seu exponente máximo. Trata-se de uma equação. Para que as pessoas actuem profissionalmente no seu melhor têm de se sentir satisfeitas. Da mesma maneira, para que as pessoas se sintam satisfeitas no trabalho, as suas performances têm de ser elevadas. É nesta equação que as organizações em todo o mundo têm vindo a investir. 

Decorrente disto, executivos, gestores e equipas aprendem a desenvolver um ambiente onde as pessoas actuam com base num propósito, possuem energia e sentem-se empenhadas; um ambiente onde, de facto, existe performance com satisfação. 

Qual é afinal o seu nível de performance com satisfação? Primeiro, pense na sua actual performance de trabalho: É alta ou baixa? Depois, pense na forma como se sente no seu trabalho e ao desempenhá-lo: o seu trabalho tem sentido? Ou a sua satisfa­ção é por norma baixa? 

PROPÓSITO DE EQUIPA 

As equipas também beneficiam de ter um sentido de propósito e quando se comprometem com ele de for­ma consciente, a performance (individual) com satis­fação tende a aumentar rápida e drasticamente. 

Qual é o nível actual de performance com satisfação da sua equipa(s)? Experimente aplicar estas questões a cada indivíduo que reporte a si ou que faça parte da sua equipa. Pense na forma como pode aumentar a performance ao estar atento à satisfação de cada um. Comece por descobrir até que ponto as pessoas na sua equipa se sentem satisfeitas e se possuem um propósito. 

O propósito de equipa define-se ao identificar quem é o cliente, como é que se lhe entrega valor e como é que as contribuições de cada membro da equipa se concretizam para o cliente e para a organização. O propósito da equipa confere aos indivíduos um motivo para pertencerem à equipa; e direcção sobre a forma como adicionar valor único ao cliente. Se a sua equipa possui uma baixa satisfação, então a performance é, automaticamente, mais baixa do que o que po­dia ser na realidade, mesmo que esteja a cumprir os objectivos. 

PROPÓSITO ORGANIZACIONAL

Uma forma comum que as organizações experimentam para ligar os seus colaboradores a um sentido de propósito é através da visão da empresa. Contudo esta visão, quando isolada, resulta apenas na perda de perspectiva sobre o verdadeiro propósito da empresa.

Actualmente, neste contexto de um neoliberalismo selvagem, há uma certa tentação para se posicionar o propósito organizacional apenas nos objectivos de resultados imediatos.

Que tal serem os próprios colaboradores e os clientes a escolherem e decidirem sobre o propósito organizacional. São diversos os casos de sucesso empresarial em Portugal em que as empresas continuaram a crescer e os colaboradores a aumentarem as suas remunerações só pelo simples facto de contribuem positivamente para o propósito organizacional, com dedicação que na prática é a mesma coisa que dizer AMOR.

Será esta dedicação a chave de sucesso? Um PROPÓSITO comum. O desígnio de Portugal?

Porque não aplicá-lo em termos Nacionais para todos sairmos desta crise que nos oprime?

Porque se mantêm os nossos governantes apenas a explorarem ideias de austeridade, cortes nas remunerações e no estado social? Não seria melhor apostar no ressurgimento do desenvolvimento económico que tudo pagaria?

Onde está o nosso propósito enquanto país? É simplesmente satisfazer as necessidades e prerrogativas dos nossos credores internacionais em prol de uma pertença soberania financeira que deixou de existir, desde que entramos para o Euro?

Até onde vai a solidariedade Europeia, enquanto espaço comunitário e solidário de cidadania igualitária, tão apregoada nos diversos tratados Europeus?

Enfim, deixo-vos estas questões para reflexão e poderem comentar.

Luís Matos

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